domingo, 12 de julho de 2009

Homenagem a Cássia

Uma pessoa, que como eu, que sabe o que quer e gosta, apesar da pouca idade.

Qdo posta um comentário defende suas ideias, que para algumas desavisadas, pode parecer prepotencia e autoritarismo, mas que na verdade é uma pessoa segura de suas opiniões e justa ao defender suas ideias. Gosto de pessoas assim, me identifico. Sei que sou mais agressiva e, as vezes, sarcastica. As diferenças são, os temperos do dia a dia.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A sapatilha nossa de cada dia


Só Dança - Pas de action

Bom, na verdade comecei com uma Bayadere da Só Dança. A principio era perfeita para os meus pés. Ledo engano.

Com as aulas ficando cada vez mais puxadas, a sapatilha foi ficando cada vez mais inadequada. Mas o ballance dela era maravilhoso.

Logo depois usei uma outra da Sò Dança já quebrada pela minha sobrinha(tipo doação, sabe?). Um desastre.

Seguindo o conselho da minha professora, comprei uma partner.

Não conseguia parar depé nela, gente. Que horror!! Sofri, chorei, mas não desisti.

Parei, pensei, pensei. JÁ TINHA EXPERIENCIAS COM 3 SAPATILHAS, TINHA QUE CONCLUIR ALGUMA COISA.

Fui até a Só Dança na Joaquim Nabuco e lá contei o meu drama pra vendedora.

A VENDEDORA

Elizete é seu nome, uma loira bonita de uns 30 anos. Ouviu minha histótia, examinou meu pé descalço e disse: Heydi senta que já venho.

E veio. Veio com 4 sapatilhas. A Marie, a bayadere, uma que não me lembro qual era o nome e a pas de ac'tion. Todas com a caixa larga. (as anterior era estreita; descobri depois)

Ela me pediu pra segurar no batente da porta do vestiario e subir na ponta com um pé depois com o outro. Quase quebrei a Marie. Muito mole pra vc, disse. Descartou.

Com a Bayadere caia para o dedinho, e a biqueira aparecia. Nada feito, ela disse.

Com aquela que não me lembro o nome aconteceu a mesma coisa.

Mas qdo subi na Pas de ac'tion... Tchan, Tchan, Than.................uebaaaaaaaaaaa, disse eu. Achei! disse ela.

Estou muito feliz e realizada desde então.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O jazz nosso de cada dia.


Sò consegui freqüentar uma academia de dança aos 17 anos. Não era exclusivamente de dança, la tinha ginástica, aulas de manequim e aulas de jazz, não tinha classico.

Academia Quinello

No primeiro dia de aula, a professora nos mandou fazer grand battement devant e ao chegar do outro lado abrir grand cart.

A primeira impressão éque fica. E ficou em forma de um estiramento muscular na parte posterior da coxa.

Mais de um ano tentando aliviar as dores. E nada.

Sem mais nem menos ela foi embora e ai entrou outro professor.

Começou a mudança em minha vida.

Esse professor realmente ensinou o Jazz que nasceu nos corações dos africanos e se propagou dois guetos americanos.

Por motivos de divergências com a diretoria, ele foi mandado embora com o festival todo pronto e as fantasias compradas, mas uma de suas alunas abastada e mimada pelo mariso, montou uma academia para ele e para nós do grupo de dança.

Dançamos em um clube, do bairro pra não perder o trabalho.

Surge a Academia de Ginástica e Dança Jazz Walk.

Crescemos muito, íamos a muitos festivais pequenos na época como Rv Produções de Jaci Rohmmers, de Osasco, Pirassununga, Susano...grandes como ENDA, Joinville, Country Club no RJ...

Estudei e dei aulas por 10 anos nessa escola (estava com 19 anos). Tenho ainda contato com alguns dos integrantes do grupo “Jazz Walk”.

Dedico a tudo que aprendi a esse mestre Carlos Lopes que faleceu em 84, e seu substituto Luiz Carlos Cavalcanti, falecido alguns anos depois, com a mesma doença dos amantes do sexo da época.

http://www.youtube.com/watch?v=ex30DYwQlHU

Não podia deixar de homenagear quiem fezparte da minha vida.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A foto perfeita pra exemplificar o que vem abaixo

MATURIDADE

Faço parte de uma comunidade maravilhosa, diga-se de passagem, chamada “Ballet Adulto”. E um tópico que está fervendo, é sobre como deveria ser um professor de ballet para adultos.

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=59054445&tid=5353057933011578353&start=1


Surgiram muitos depoimentos, todos com a sua verdade, lamentações e opiniões, algumas delas questionáveis.

A Karen, a dona da comu, postou sobre algumas CIAs de danças que integram bailarinos mais velhos. Não sabia que tinha tantas CIAs com essas características.

Parabenizaria todas elas se pudesse.

Como certos comportamentos, idéias, atitudes se modificam ao longo dos tempos, não é?
E que assim seja...

Envelhecer não é fácil pra ninguém, mas em determinadas profissões, acredito que pesa mais.

Por exemplo, uma secretaria executiva de uns 40 anos. Mulher experiente, centrada, com a vida ganha e os filhos já crescidos, não exigindo assim, tanto a presença dela, como exigiriam se fossem ainda pequenos.

Agora pensamos em modelos, atletas, bailarinos, astronautas, atores, pedreiros, bombeiros... Nossa!! acho que são muitos ainda.


Não que parem de trabalhar/atuar, mas, diminui e muito a resistência física. E no caso de modelos a coisa não fica só na falta de pique.
Então a maturidade chega a ser uma faca de dois gumes. (fiquei tentada a escrever “legumes”, rs). E ai nos tornamos professores, instrutores, donos de agencias e academias.

E é uma maravilha isso, porque amamos muito que fizemos, a ponto de passar adiante tudo que sabemos com muito amor e cuidado. Sem revoltas, frustrações ou arrependimentos.

E sabendo que essa idéia do “passei da idade” ta cada vez mais insignificante, contribuo para que ela “suma” de vez por todas. Conheço uma mulher de seus 42 anos, linda, bem cuidada e de atitude que desfila roupas maravilhosas, que destaca a beleza dessa mulher madura e feliz.

Não vou dizer que minha passagem para os 40 e poucos veio sutilmente, sem medos e incertezas. NÃO VEIO NÃO.

Mas a natureza é sabia, e a serenidade faz parte do pacote. Tenho minhas limitações (não uso mais mínio-saia, rs), mas tenho mais atitude hoje.

Deixo aqui minha contribuição de que a idade não é limite pra fazer o que se quer. Corra atrás do seu sonho. Faça parte de um grupo de pessoas felizes, satisfeitas e com mais saúde.

Tudo é possível qdo a alma não é pequena.

Termino com duas frases que me acompanham qdo me faltam palavras.

“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”

Cora Coralina

“Já que não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, comecemos agora e façamos um novo fim.”

Chico Xavier